Existe uma idade adequada?

Não existe uma orientação única ou universalmente aceita no que se refere ao uso das tecnologias em cada faixa etária. Vale ressaltar uma publicação de 2011 em que a Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças menores de 2 anos não devam fazer uso das novas tecnologias, enquanto crianças maiores não deveriam ficar mais que 2 horas em contato com as “telas”.

Os pais devem avaliar cada situação para identificar quando podem ser mais ou menos flexíveis. Para crianças bem pequenas, é importante que sejam priorizadas as atividades que envolvam o desenvolvimento motor. Brincadeiras como montar blocos, jogar bola, enrolar massinha de modelar e manusear tintas, pincéis, lápis e giz de cera, por exemplo, não devem ser substituídas por brinquedos eletrônicos. Contar histórias e incentivar a socialização com outras crianças também é muito importante para estimular a fala, a empatia e as habilidades sociais de um modo geral.

Isso não significa que a criança não possa brincar com aplicativos e jogos desenvolvidos para sua idade. A tecnologia também não deve substituir o cuidado de um adulto (ex: deixar a criança brincar com o tablet para que ela fique quieta em um quarto da casa), ou então servir como fator de evitação de um conflito (ex: distrair a criança com a televisão na hora das refeições ao invés de enfrentar alguma dificuldade alimentar).